A branquez em tudo
É o sol que pela água extravasa.
Reflete-se em si e em tudo,
E em nada.
São pérolas, são pérolas a cair,
Milhares que pela rua empedrada se
desfazem como água,
Assim chove, chuva branca.
Salpicos de fragmentos, de pérolas,
de pingos,
Escorrem pelo dorso dobrado de
quem passa.
Pelas ruas, avenidas, pelos carros
que correm,
Pelas pessoas que se movem.
Foge tudo em languidos movimentos,
Abafados pela trajetória dos
fragmentos,
Nem se apercebem da beleza branca,
Que ao seu redor clama.

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